sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Músicas para meu Funeral - Especial de Finados

Começamos aqui nosso primeiro Especial de Finados. O tempo agora é lembrar de quem já morreu e de que você será o próximo, truta.

Nesse post, compartilho com vocês algumas idéias de trilhas sonoras para meu próprio funeral. Aqui você encontrar cinco músicas que serviriam como um perfeito epitáfio para minha vidinha de merda. =) Aproveitem e compartilhem as de vocês nos comentários ^^.


The Curse of Fëanor
A primeira música de metal que ouvi. De fato, a primeira que fez eu perceber que meu negócio era ouvir música pesada. Se hoje eu conservo o cabelo grande, gosto muito de ouvir música nas horas vagas, leio J.R.R Tolkien e coisas do tipo; a culpa é dessa música. Ela faz parte do CD Nightfall in Middle-Earth, da banda Blind Guardian, um quarteto de nerds que adora o mundo do Tolkien e de fazer músicas sobre esse mesmo mundo e seus respectivos livros. O CD em questão resumia bem canalhamente o livro O Silmarillion (que nunca terminei de ler por achar chato pra cacete), que conta a história do surgimento do Reino de Arda, o nascimento de Morgoth (que, por sinal, era mestre de Sauron, que todos conhecem) e a criação das 3 Silmarils por Fëannor, um elfo que se achava o último biscoito do pacote de Negresco de Valinor.

A música em questão fala justamente da parte do livro onde nosso amigo elfo sai de Valinor atrás de Morgoth porque o mesmo roubou suas criações divinas, as Silmarils (que, por sinal, só são bonitas; não servem pra porra alguma). Ao fazer isso, os Valar, deuses do Reino de Arda, tentam impedir o maluco, mas ele fica tão furioso com a intromissão que faz um juramento de sangue com seus companheiros de que iria recuperar as malditas de qualquer jeito e aproveita para jogar uma maldição nas 3 pedras: qualquer um que possuí-las e impedir os noldor (os elfos do Fëannor) de reavê-las iria encontrar a morte certa. Daí vem a maldição que dá o nome pra música.

Itter Impius
O que dizer de uma música que fala sobre um homem que usou todo seu dinheiro para se tornar imortal e quando acorda de seu sono criogênico, se depara com a Terra completamente deserta, em ruínas, apenas com algumas máquinas realizando seu trabalho enquanto suas baterias não se esgotam? A música faz parte do cd BE, da banda Pain of Salvation, o qual possui um interessante conceito: como surgiu Deus?

O cd conta com várias músicas que trazem a opinião da banda sobre como Deus se comporta em relação a suas criações e a si mesmo. É um cd excelente, não só por trazer um belo conceito, mas por nos fazer refletir sobre o caminho que a humanidade está tomando. Se depender da nossa ganância em relação às coisas que tanto desejamos, nossa extinção é uma questão de décadas.

Eu escolhi particularmente esta música por dar um certo toque de humor negro ao meu funeral, já que eu preferiria não estar no lugar do cara que virou imortal. Ou vai me dizer que você adoraria viver PARA TODO O SEMPRE sem ninguém?


Komm Süsser Tod
Essa bela música toca no meio do The End of Evangelion, filme que encerra a série de TV Neon Genesis Evangelion. Pessoalmente, adoro Evangelion, mas a escolha não é por questões fanboyzisticas. O fato é que essa música toca durante o Projeto de Instrumentabilidade Humana, um acontecimento do filme que eu considero bastante belo. O Projeto consiste em reverter toda a humanidade a sua antiga condição (uma pasta líquida chamada LCL) e juntar tudo numa imensa lua negra. A consequência disso é que as pessoas perderiam seus "egos". Não haveria começo nem fim para sua própria existência. Toda a humanidade poderia conviver em plena paz, sem correr o risco de se machucar com a convivência alheia. Provavelmente, o Paraíso é assim. Enfim, a razão-mor desta música estar aqui é que acabo sempre lembrando dessa passagem do filme quando a escuto e começo a crer que há esperança para os imensos problemas da Humanidade.

Too Far Away Times
Ai, ai... essa música me traz lembranças incríveis. Ano 2000, tinha acabado de descobrir as maravilhas de emular Super Nintendo no PC. Zerei muitos jogos nessa época, mas um ficou na minha memória e continuará lá: Chrono Trigger. Foi minha porta de entrada para muitos RPGs que joguei mais tarde e um dos responsáveis pela minha paixão por boas histórias. Diria que uma parte da minha vida poderia se chamar "pré-Chrono Trigger", tamanha a importância que esse cartucho teve na minha vida. Ao escutar a música que toca nos créditos, a mesma que dá o nome a este parágrafo, fico pensando em como poderia ter sido minha vida sem tê-la ouvido.

De fato, devido a qualidade sonora do SNES na época (o Mega Drive tinha um áudio bem melhor), essa música poderia ser confundida com um toque de celular mais longo que o normal e com algumas firulinhas a mais. É até covardia reduzir essa música, tecnicamente falando, a apenas isso; dada sua importância na minha vida (e na de muitos nerds, acredite). Só que seria enfeitar por demais o pavio. Gosto dessa música simplesmente porque ela está nos créditos do game e por ser realmente boa, mas ouví-la de maneira crua, sem ter conhecido o jogo, é pedir demais. Tem suas qualidades (inclusive, no Overclocked Remix, há uma versão instrumental belíssima da mesma, que quase me fez verter lágrimas), mas não deixa de ser uma música de um videogame. Apesar de tudo, é surpreendemente bem feita, podendo-se ouvir uma versão instrumental sem problemas.

Estamos Todos Bêbados
Essa música tocou no carro do Maguila quando o povo do Noites Gostosas se juntou pra me levar no Açaí Biruta, uma das poucas vezes que vi a luz do dia. Essa música não tem nada de especial (exceto a sensação que eu tenho de que estou em Valhalla quando escuto), mas é tão divertida que você não vai querer ir pra próxima faixa. Imagine um bando de malucos bêbados cantando essa merda. É de matar de rir. Além de me lembrar do quão bons meus amigos são. Perfeita pra fechar o funeral e me botarem pra comer grama pela raiz.

1 S.A.C:

Comunista disse...

no meu funeral quero q toque selim dos raimundos, quem sabe assim eu posso reencarnar como a calcinha dakela menina @@